China quer promover medicina tradicional contra a Aids

08
02
2017

A China tratará duas vezes mais doentes de Aids com sua medicina tradicional, anunciou o governo de Pequim, que quer aumentar o recurso a estas práticas ancestrais, muito mais baratas.

A medicina tradicional só é um dos métodos promovidos pelo plano quinquenal anti-Aids das autoridades, junto à medicina moderna.

“O número de pessoas doentes de Aids e tratadas com a medicina tradicional chinesa duplicará em relação a 2015”, indicou o governo no domingo em seu site.

O plano pede aos serviços de medicina tradicional que colaborem com os organismos oficiais de saúde “para encontrar um esquema terapêutico que combine a medicina tradicional chinesa e a medicina ocidental”.

Este apelo se inclui na campanha lançada por Pequim para usar mais a medicina tradicional na China, um conhecimento milenar que utiliza medicamentos (sobretudo a base de vegetais), massagens, acupuntura ou o qigong (ginástica tradicional).

No fim de dezembro, a China votou sua primeira lei sobre medicina tradicional: os profissionais do país asiático podem agora conseguir licenças e abrir clínicas mais facilmente.

A China conta atualmente com 450.000 especialistas em medicina tradicional, segundo os dados oficiais. O governo considera estas práticas como uma alternativa mais barata e menos invasiva que a medicina moderna.

No fim de 2014, havia 501.000 pessoas doentes de Aids ou portadores do HIV na China, segundo um balanço oficial transmitido à ONU em 2015.

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Fonte: Istoé

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