Acupuntura, dieta e exercícios ajudam no combate à artrite reumatoide

07
07
2016

Acupuntura, ajustes na dieta e prática de exercícios físicos estão entre as opções indicadas para complementar o tratamento tradicional da doença autoimune, indica estudo espanhol

O diagnóstico de uma doença crônica e sem cura é, inicialmente, assustador. No entanto, uma vez que o paciente supera o choque inicial, começa a buscar formas de estabelecer uma convivência amigável com a acompanhante indesejável. Além dos tratamentos clássicos, cada vez mais pessoas buscam alívio na medicina complementar, que, segundo pesquisadores da Universidade do País Basco, na Espanha, oferece alternativas interessantes ao tratamento adicional da artrite reumatoide (AR).

Na revista Reumatologia Clínica, equipe liderada por Juan Antonio Castellano Cuesta fez uma vasta revisão da literatura científica para saber quais alternativas ao tratamento tradicional (veja arte) oferecem os melhores benefícios para o tratamento da AR, doença crônica e autoimune que afeta cerca de 1% da população e é mais comum em mulheres de 30 a 50 anos. Pode parecer contraditório, mas exercícios físicos foram cotados pelos espanhóis como uma das estratégias mais benéficas para reduzir o risco de fratura e perda de densidade mineral óssea, característicos da doença.

Acompanhadas por um profissional, as práticas foram as mais eficientes para o aumento da massa muscular, da força e da atividade neuromuscular, sem prejudicar as juntas. Rodrigo Aires Corrêa Lima, coordenador de Reumatologia da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), explica que, além de combater os efeitos óbvios da AR, os exercícios inibem o processo inflamatório crônico que libera citocinas. Essas substâncias inflamatórias produzidas pelas células agem negativamente nas placas de colesterol das artérias, aumentam o risco para a osteoporose e induzem diretamente a atrofia da musculatura, processo chamado sarcopenia.

Outro efeito estudado foi a influência positiva dos exercícios físicos no sistema imunitário, que é hiperativo na AR e gera inflamação constante das articulações. Dependendo das comorbidades, além do grau de limitação de cada paciente, outras especialidades como terapia ocupacional podem ser necessárias para que as atividades sejam seguras e adequadas às limitações individuais. O médico do esporte Getúlio Bernardo Morato Filho, professor do curso de medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), completa que as atividades físicas são importantes também para a saúde mental. “Elas ativam a produção de opioides endógenos, que melhoram a analgesia e promovem a sensação de bem-estar. Atividades em grupo favorecem o humor e diminuem sintomas depressivos associados à presença de doenças crônicas”, explica.

Fonte: Conselho Regional de Farmácia - RJ

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